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Equipe do Meu Lugar volta a Barão de Cocais para entrevistas do mapa afetivo

Os bairros Santa Cruz e São Vicente, em Barão de Cocais, sentiram uma movimentação diferente entre os dias 20 e 22 de outubro, pois uma equipe da Coreto Cultural circulou pela região para mais uma rodada de entrevistas do mapa afetivo, primeira etapa do projeto Meu Lugar, uma ação que busca conhecer melhor a história da comunidade que vive ali. O mapa afetivo tem como objetivo conhecer ou aprofundar o conhecimento sobre a realidade local.

Com esse diagnóstico em mãos, a Coreto vai desenvolver as demais etapas do programa e, também, promover o engajamento dos moradores nas suas atividades.


Durante o fim de semana, foram entrevistados oito moradores, mulheres e homens de várias idades. As entrevistas aconteceram na casa das pessoas e na escola José Maria dos Mares Guia.


A diretora da escola, Ivete Natali dos Santos, contou um pouco da sua relação com a instituição e os alunos, ressaltando o impacto que a pandemia teve para os estudantes e a comunidade escolar do bairro. “Eu cheguei durante o período pandêmico, então por muito tempo só conheci as crianças e as famílias virtualmente ou nos momentos que eles vinham buscar as atividades. Só depois, quando voltamos às aulas presenciais que foi possível criar o vínculo e entender o impacto da falta das aulas. Os alunos daqui gostam da escola, de conviver com os professores e os colegas”.


A equipe também entrevistou os irmãos Romeu e Elaine. Eles vivem na região do Santa Cruz desde 1983. Ao todo são 18 irmãos vivos, que ao longo do tempo tiveram uma vida dura, de muito trabalho. Durante a conversa, eles contaram sobre a evolução e o crescimento do bairro. “A gente não tinha água da Copasa, então íamos buscar em córrego da região. Antigamente a gente buscava água para beber e também lavava roupas lá. Era uma vida dura, mas a gente se divertia. Hoje, está tudo mais fácil aqui, mas ainda sonhamos em poder melhorar a vida da comunidade como um todo”.


A responsável pela coordenação do projeto, Giovanna Pires, ressaltou a importância de ouvir moradores da comunidade “Escutar a história dessas pessoas, nos faz entender melhor a comunidade onde o projeto atua e nos aproxima ainda mais da comunidade. Queremos promover ações que atendam as expectativas e melhorem a qualidade de vida dos moradores e alunos da escola”.


O projeto Meu Lugar busca estimular o desenvolvimento comunitário a partir da capacitação ligada à cultura e à economia criativa. A segunda etapa do projeto é a formação, que conta com cursos de curta duração a partir das vocações, necessidades e expectativas apontadas pela população envolvida. Já a mostra cultural, que encerra o primeiro ciclo, apresenta o resultado do engajamento e do aprendizado adquirido em todo o programa pelos alunos das oficinas, agentes culturais, empreendedores e artistas das comunidades beneficiadas.






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