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Marzagão, em itabirito, recebe equipe da Coreto para entrevistas do mapa afetivo

Esse fim de semana foi a vez de Itabirito receber uma equipe da Coreto Cultural para mais uma etapa do projeto Meu Lugar. Entre 6 e 8 de outubro (sexta a domingo), foram feitas entrevistas com moradores do bairro Marzagão, para entender mais sobre a realidade da região e de quem vive no local. Com o resultado do mapa em mãos, o projeto Meu Lugar vai oferecer novas atividades nas áreas da cultura e da arte para a população, focadas nas necessidades e expectativas das pessoas.


Foram entrevistados 12 moradores, homens e mulheres, entre 30 e 99 anos. As entrevistas aconteceram na Escola Municipal Antônio Toledo Sobrinho, na Associação de Bairro, em comércios e na casa das pessoas.


O diretor da escola, Dijalma Lúcio da Silva, foi um dos entrevistados e se emocionou ao falar de seus alunos. “Do tempo que eu cheguei na escola até hoje, eu construí um elo com a comunidade. Eu tomo os alunos para mim, enquanto eles estão na escola eles são meus. O que é feito de bom para eles, é bom para mim. Se eu tiver uma criança se queixando de não ter acesso a algo, eu vou batalhar o acesso para essa criança. Eu não sei me limitar aos muros da escola”.


Vale ressaltar que as ações do Projeto Meu Lugar com a escola já começaram. No dia 7 de setembro, uma equipe da Coreto marcou presença no desfile cívico em Itabirito, para acompanhar e registrar em fotos e vídeos a Fanfarra Marzagão. Também houve acompanhamento de alguns dos ensaios das crianças e do processo da produção dos uniformes de gala. A Fanfarra é composta pelos alunos da escola, moradores do Marzagão.


Outra entrevista marcante realizada nesse fim de semana foi com o seu Santino, sua filha Marta e a neta Ione. Seu Santino vai completar 100 anos neste mês de outubro. Junto com sua companheira de vida, ele tem 21 filhos, 45 netos, 75 bisnetos e 14 tataranetos. Sua história se confunde com a história do Marzagão.


“Nosso avô é muito trabalhador, ele não adoece. Qualquer coisa que ele tem, toma um chá e volta para a batalha. Ele cuida dos animais e de uma plantação que é colhida pela prefeitura. Ele passa por algumas tempestades, mas sempre volta mais forte. Nós temos muito orgulho da nossa família, é uma honra para nós estarmos comemorando os 100 anos do seu Santino”, conta a neta Ione.


Para a responsável pela coordenação do projeto, Giovanna Pires, é muito gratificante poder conversar com moradores e conhecer mais sobre essa região que tem grande potencial de crescimento.


No Marzagão, em novembro, serão oferecidas oficinas artísticas. Os trabalhos serão orientados para suporte à realização da formatura da escola, resultando em uma mostra de artes colaborativa desenvolvida por alunos, professores, familiares e outros agentes locais.


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